quarta-feira, 16 de setembro de 2009




quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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sábado, 27 de junho de 2009

lançamento da coleção no dia 1º de Julho as 19h30











quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

mais um pássaro no céu

POR QUE CANTAMOS - Mario Benedetti

Si cada hora viene con su muerte

si el tiempo es una cueva de ladrones

los aires ya no son los buenos aires

la vida es nada más que un blanco móvil

usted preguntará por qué cantamos

si nuestros bravos quedan sin abrazo

la patria se nos muere de tristeza

y el corazón del hombre se hace añicos

antes aún que explote la vergüenza

usted preguntará por qué cantamos

si estamos lejos como un horizonte

si allá quedaron árbores y cielo

si cada noche es siempre alguna ausencia

y cada despertar un desencuentro

usted preguntará por qué cantamos

cantamos porque el río está sonando

y cuando suena el río / suena el río

cantamos porque el cruel no tiene nombre

y en cambio tiene nombre su destino

(De Retratos y Canciones)

segunda-feira, 23 de março de 2009








quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Programação do Porto Alegre dá Poesia







Clique na imagem da programação e a veja em tamanho maior


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A DISFUNÇÃO – Manoel de Barros

Se diz que há na cabeça dos poetas um parafuso de
a menos
Sendo que o mais justo seria o de ter um parafuso
trocado do que a menos.
A troca de parafusos provoca nos poetas uma certa
disfunção lírica.
Nomearei abaixo 7 sintomas dessa disfunção lírica.
1 – Aceitação da inércia para dar movimento às
palavras.
2 – Vocação para explorar os mistérios irracionais.
3 – Percepção de contiguidades anômalas entre
verbos e substantivos.
4 – Gostar de fazer casamentos incestuosos entre
palavras.
5 – Amor por seres desimportantes tanto como pelas
coisas desimportantes.
6 – Mania de dar formato de canto às asperezas de
uma pedra.
7 – Mania de comparecer aos próprios desencontros.
Essas disfunções líricas acabam por dar mais
importância aos passarinhos do que aos senadores.


Em “Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo”

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O poeta bateu asas...




Amigos

Sinto informar que nesse primeiro de ano, por volta das 23 horas, faleceu o poeta Oliveira Silveira (1941), no hospital Ernesto Dorneles. O poeta já vinha enfrentando dificuldades de saúde ao longo de 2008. Autor de dez livros individuais de poesia, professor formado em Letras-Francês, pesquisador das culturas negras e da história do negro brasileiro, Oliveira propôs o 20 de novembro, data evocada pelo grupo Palmares em 1971, e hoje adotada como Dia Nacional da Consciência Negra.

Conselheiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, integrava, nesse órgão com status de ministério, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, período 2004-2006.

Por vontade expressa do poeta, sua exéquias serão exclusivas para familiares.

Inesquecível pela poesia, luta contra a injustiça e amabilidade, Oliveira uma vez escreveu sobre uma estática foto, que pouco diz de alguém conhecido em vida, "mas quando menos se espera/ pode mudar-se em cor, em movimento,/ sorriso, voz, braços que vêm e cingem/ e nós ressuscitamos." Sim, nós é que ressucitamos com a tua contribuição. Valeu, Oliveira!

- Sidnei Schneider

..............................................

OLIVEIRA SILVEIRA,
(Oliveira Ferreira da Silveira)
1941/2009.

Valeu, poeta, grato pela poesia.

Sobretudo, por sua companhia!











terça-feira, 30 de dezembro de 2008


No ano que passou fizemos o possível,
o que acreditávamos, o que era incrível.
Botes, submarinos, caravelas,
comunas, castelos, favelas.
A novidade é a incapacidade
de destruirmos a guerra.
O sonho não mudou,
ora ficou a deriva, ora naufragou.
O ano que passou alimentou o poema.
Poetas voltam ao picadeiro da rua:
a terra está nua, a mentira
é uma fera solta.
Mas a poesia faz acrobacia,
vira cambalhota e inventa
o novo estratagema:
continuamos apaixonados pela vida,
ano que vem faremos maior
e mais forte investida.



- mariopirata
em "Calcinha Rosa na Cadeira de Balanço",
ed. Tchê, 1988.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Recados dos amigos poetas


Parabéns pelo troféu !!! MARAVILHA mesmo.
muitos abraços da
- Maria do Carmo

Pôxa, Mário, todo guerreiro tem seu momento de descanso, na loucura da vida!
Parabéns mil... viva o PORTOPOESIA
- Jiddu Saldanha

PARABENS MARIO, QUE ANO DE SUCESSO....
Tudo de bom
- Marilice Costi

Amigos do PORTOPOESIA:
Parabéns pelo merecido prêmio e tenho certeza de que não haveria melhor morada para o Guerreiro descansar dessa proeza do que a casa do Poeta Viola.
Forte abraço,
- Maria Carpi

Parabéns ,e VIVA o Porto Poesia!!!abraços
- Cida Herok

Maravilha, Mário. Parabéns, meu velho.

- Lau Siqueira

Meu caro Mário Pirata, estamos todos muito felizes com a premiação; imagino como vocês, da linha de frente, não estão se sentindo. É um ótimo reconhecimento ao trabalho realizado e à dimensão do projeto. Abraço.
- Degrazia

Parabéns, Mario! Prêmio merecido por vocês, os poetas quebatalharam pelo PortoPoesia!Beijos,

- Maria Cristina

Nossa, fiquei muito contente!!!! Tenho de longe, na palavraria, acompanhado as mtas reuniões desde o primeiro porto...as dificuldades de se montar um evento como esse, sempre uma incógnita, a batalha por patrocinadores, as intempéries durante a pp realização...Que bom! abração para todos vcs

- Erika

Querido poeta crianceiro, que alegre e maravilhosa notícia me dás. Parabéns a todos vocês, idealizadores/realizadores/atuadores deste evento que veio para encantar e abarcar neste "nosso lindo Porto Alegre".
Segue em anexo fotos que uma amiga bateu durante meu recital "A vida à flor das asas", no Porto Poesia 2, caso queiram para arquivo.
Abraços e beijos,
- Neli Germano

Muito bom, Mário. A poesia em movimento torna as pessoas e a cidade mais rica.
Abraços,
- Jorge Fróes

Parabéns aos bravos timoneiros do PORTOPOESIA!
Fico muito feliz de fazer parte da tripulação.
Se rolar a comemoração, me avisem.
Um beijo carinhoso da,
- Marô

Ficamos muito contentes também com o Açorianos para o Porto Poesia.
Aliás, o Isaac havia indicado o Porto Poesia para o Fato Literário, mas por lá não deu certo.
Queremos voltar em 2009 ao convívio do grupo.
Abçs,
- Silvia.

Oi moço,que show!! Parabéns para a turma "inventora" ;)bjos
- Mara Faturi

Eu estava lá e presenciei esse belo e merecido reconhecimento. Parabéns de verdade.
- Ana Mariano

Mário, parabéns pelo prêmio. Vc e seus companheiros (nossos) merecem.
Um grande abraço e um feliz 2009.
Até lá
- Paco Kac

Parabéns, Marco Celso, pela premiação dos Açorianos relativa ao Porto Poesia!
Tua volta à cena literária gaúcha se deu em grande estilo, e o Porto Poesia é uma prova disso.
Alénm de poeta, és um grande produtor - ou mais precisamente - agitador cultural.
Grande abraço, extensivo ao Schneider, ao Jaime e ao Mario Pirata, entre outros marujos e marujas desta nave poética.
- José Antônio Silva

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PORTOPOESIA no Prêmio Açorianos de Literatura

http://www.youtube.com/watch?v=eP2SQjwiUGs

domingo, 14 de dezembro de 2008

Alguns momentos do evento




terça-feira, 28 de outubro de 2008

ABERTURA 2º PORTOPOESIA 06.OUT.2008

clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

PROGRAMAÇÃO - 2º PORTOPOESIA - 06 a 12 OUTUBRO - NO SHOPPING TOTAL

06/10 - segunda-feira
19:00 – Abertura - Birra e Pasta -Show Poesia, letra e música, com VITOR LOBATO e JOSE EDUARDO DEGRAZIA / Coquetel com OS INVASORES e BALA BALEIRO

07/10 - Terça-feira
10:30 - 11:30 – Cinesystem - Roda de poesias para crianças – MARIO PIRATA
14:30 - 16:00 - espaço John Bull – Oficina - Sala 1 - Falação de poemas - poesia no palco – LETÍCIA SCHWARTZ
14:30 - 16:00 - espaço John Bull – Oficina - Sala 2 - Ora conversa, ora verso - CÉLIA MARIA MACIEL
15:00 - 17:00 – Tronicx - Filme: Mi única família 98 min legendado - GRUPO CERO
15:00 - 16:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 1 - A Ediçâo de poesia como criação - RONALDO MACHADO
16:00 - 17:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 2 - Um grito além do muro - CESAR PEREIRA
16:00 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 1 - Leitura do livro “Arado de Palavras”, com GRUPO CERO
16:00 - 17:00 - espaço John Bull --Leitura - Sala 2 - Sarau “Música dispersa”, LÍVIA PETRY E MARLON DE ALMEIDA
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito – PACO CAC
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos – O Menos Vendido - RICARDO SILVESTRIN
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos – O Exílio das Palavras – LÍVIA PETRY
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos – Revistas literárias brasileiras – PACO CAC
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Vamos Aprender Poesia? – ARMINDO TREVISAN
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte – Debate - Os arcanos da poesia – MARCO CELSO VIOLA e JAIME MEDEIROS JR.
18:30 - 19:30 - Museu do Esporte - Palestra - Sala 1 - Revistas literárias brasileiras – PACO CAC
19:40 - 20:40 – Museu do Esporte - Palestra - Sala 2 - A leitura de poesia na sociedade dominada pela mídia - ARMINDO TREVISAN
21:00 - 22:00 – Tronicx - A poesia e a música social brasileira – espetáculo com LUIZ CORONEL

08/10 - Quarta-feira
10:30 - 11:30 - Cinesystem - Roda de poesias para crianças – MARIO PIRATA e CRISTINA CRESCENTE
14:30 - 16:00 - espaço John Bull – Oficina - Sala 1 - Falação de poemas - poesia no palco – LETÍCIA SCHWARTZ
14:30 - 16:00 - espaço John Bull – Oficina - Sala 2 - Ora conversa, ora verso - CÉLIA MARIA MACIEL
15:00 - 16:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 1 - POESIA FENÔMENO por LIANA TIMM –imagem+conversa sobre a poesia CANÇÂO DO EXÌLIO de Gonçalves Dias. Desde 1846 a poesia brasileira mais citada de todos os tempos.
16:00 - 17:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 2 - " A poesia na escola" - MARÔ BARBIERI e CHRISTINA DIAS
16:00 – 17:00 - espaço John Bull – Leitura - Sala 1 – Sarau “Palcos e cenários da vida”, ÉRIKA ALMEIDA, ÉVELYN BISCONSIN, JOÃO PEDRO WAPLER, DEISI BEIER,LIANA SINARA MARQUES, JACKELINE BRUM BARCELLOS, JAIME MEDEIROS JR .
16:00 – 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - A vida à flor das asas - NELI GERMANO
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 – FLORBELA ESPANCA - PERFORMANCE POÉTICA – STELLA VIVES
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito – PACO CAC
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos - Coleção Poesia Editora Éblis, RONALDO MACHADO E RONALD AUGUSTO
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos - Tramas de Orvalho - DEISI BEIER
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos - Antologia Poética – ALCY CHEUICHE
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos - Escrito com Batom – CARMEM BELTRAME
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte - Debate: - A relação de jornalismo e poesia - JOSÉ WEIS e JOSÉ ANTÔNIO SILVA
18:30 - 19:30 - Museu do Esporte - Palestra - Sala 1 - Vozes da Bruma nos códigos poéticos - ÉLVIO VARGAS e ALCY CHEUICHE
19:40 - 20:40 – Museu do Esporte - Palestra - Sala 2 - Fernando Pessoa & uma visão de Ricardo Reis a partir de Horácio - JANE TUTIKIAN E SIDNEI SCHNEIDER
21:00 - 22:00 – Tronicx - O negro na poesia e na música – espetáculo com VERA LOPES, RODRIGO ONÁ ABIÀSE E GLAU BARROS

09/10 – Quinta-feira
10:30 - 11:30 - Cinesystem - Roda de poesias para crianças – HELENA CAROLINA
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 1 - Dilemas da poesia contemporânea - RONALD AUGUSTO
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 2 - Poesia de cordel nas origens da cultura popular - SURIEL MOISÉS RIBEIRO
14:00 - 15:30 – Mezanino restaurante La Passiva - Bookbiding - Arte do livro - ALINE ISAÍA
15:00 - 17:00 – Tronicx - Filme - Infidelidad - GRUPO CERO
17:00 - 18:00 - Tronicx - Peça “O teto” (poesia), com AGUACERO GRUPO DE TEATRO - do GRUPO CERO
15:00 - 16:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 1 - Literatura infantil-poesia para crianças - ALEXANDRE BRITO E CELSO GUTFREIND
16:00 - 17:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 2 - Noel, Caymmi, Cartola, são maiores que Drummond, Quintana e Cabral? – LIANA TIMM e MARIO PIRATA
16:00 - 16:30 - espaço John Bull - Leitura – Sala 1 - Relações Textuais - RENATO DE MATTOS MOTTA E JULIANA MEIRA
16:00 – 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - “Na ante-sala” - JAIME MEDEIROS JR
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - “Quichiligangues” - SIDNEI SCHNEIDER
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito – PACO CAC
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Trechos - CELSO GUTFREIND
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Circo Mágico - ALEXANDRE BRITO
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos –Cadernos de Águas e Herói desvalido - MARIA CARPI & NAYR TESSER
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos –Na ante-sala - JAIME MEDEIROS JR
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos – Urna Guarani e Os leões selvagens de Tanganica – JOSÉ EDUARDO DEGRAZIA
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte - Debate: Nayr Teser: O poder da Mídia e o Fazer Literário; Maria Carpi : A Presunção do Gênio e a Poesia. MARIA CARPI e NAYR TESSER
18:30 - 19:30 - Museu do Esporte - Sala 1 - Palestra - Aspectos da poesia hoje - DONALDO SCHULLER
19:40 - 20:40 – Museu do Esporte - Sala 2 - Palestra - Poesia e letra de música no RS - DILAN CAMARGO
21:00 - 22:00 – Tronicx – Ricardo, o Bardo – espetáculo com RICARDO SILVESTRIN

10/10 Sexta-feira

10:30 - 11:30 - Cinesystem - Roda de poesias para CRIANÇAS – MARIO PIRATA
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 1 - Dilemas da poesia contemporânea - RONALD AUGUSTO
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 2 - Poesia de cordel nas origens da cultura popular - SURIEL MOISÉS RIBEIRO
14:00 - 15:30 – Al. das Artes – Oficina - Sala 3 - Bookbiding - Arte do livro - ALINE ISAÍA
15:00 - 16:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 2 - Rumor da casa -TELMA SCHERER
16:00 - 17:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 2 - Os poetas imagistas - VÂNIA FALCÃO
16:00 - 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 1 - Leitura de poemas - PAULO ROBERTO DO CARMO
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 1 - Leitura de poemas - FERNANDO MENEGOTTO
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Audiovisual - Sala 2 – Audiovisual, fotos e poesia - Olhar sobre o Japão - MARA FATURI E JULIO APPEL
16:00 - 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - Leitura de poemas - ANA MARIANO
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Rumor da casa – TELMA SCHERER
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos - Texto Sentido, LAU SIQUEIRA (PB)
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Dúvidas, segredos e descobertas - HELENA CAROLINA
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Arado de Palavras, GRUPO CERO
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – A aposta dos deuses, ÁLVARO SANTI
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte - Debate - Poesia em debate - LAU SIQUEIRA
18:30 - 19:30 - Museu do Esporte - Palestra - Sala 1 - A poética do miniconto - JOSÉ EDUARDO DEGRAZIA e MARCELO SPALDING
19:40 - 20:40 – Museu do Esporte - Palestra - Sala 2 - Poesia negra no Brasil - OLIVEIRA SILVEIRA e JORGE FRÓES

11/10 – Sábado
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 1 - Produção de livros - PAULO TEDESCO
14:30 - 16:00 – espaço John Bull – Oficina - Sala 2 - Imagem Comtexto - poesia e artes visuais - RENATO DE MATTOS MOTTA
14:30 - 16:00 – Al. das Artes – Oficina - Sala 3 - Laboratório de Poesia, GRUPO CERO
15:00 - 16:00 – Museu do Esporte – Mídia Diversa – Sala 1 - POP! Quando o poeta arrebenta - LORENZO RIBAS e DIEGO PETRARCA
16:00 - 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 1 - Cezar Dias com uns poemas de matéria oca - CEZAR DIAS
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 1 - De Fragmentos A Ressurgimento - A poesia de MARILICE COSTI
16:00 - 16:30 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - Leitura Poemas - ISAAC STAROSTA e SILVIA ROCHA
16:30 - 17:00 - espaço John Bull - Leitura - Sala 2 - Vozes de pássaros poetas brasileiros e portugueses - PAULO BACEDÔNIO
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito – PACO CAC
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos – Quichiligangues - SIDNEI SCHNEIDER
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Versos para namorar – MARIO PIRATA
16:00 - 17:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – Ariel, Sylvia Plath – CRISTINA MACEDO (tradutora)
16:00 – 17:00 - Al. dos Escritores - Autógrafos – Trilogia do indizivel - LIANA TIMM
17:00 - 18:00 – Al. dos Escritores - Autógrafos – O livro negro dos bardos - MARCO CELSO VIOLA
17:00 – 18:00 – Al. dos Escritores – Autógrafos - Coleção Sempre Viva - IVANISE MANTOVANI, TENIZA SPINELLI E MARILICE COSTI
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte – Debate - Sylvia Plath: poemas em "Ariel" CRISTINA MACEDO
18:30 -19:30 – Museu do Esporte - Palestra - performance - O inferno não são os outros – FABRÍCIO CARPINEJAR

12/10 – Domingo
15:00 - 16:00 – Tronicx - Filme: Projeto Cinema Possível – Curtas de poesia em baixa resolução - JIDDU SALDANHA
16:00 - 17:00 – Tronicx – performance - As Poesias de Dona Sofia, GRUPO QUEM CONTA UM CONTO
17:00 - 18:00 - Tronicx – performance - Caleidoscópio de ilusões - Grupo de Teatro e Poesia - SINAGOGA E OS POETAS DA PRAÇA ZEN
17:00 - 17:15 – Túnel da Cave – Curto Circuito – PACO CAC
16:00 - 16:30 - Museu do Esporte - Leitura - Sarau do grupo Nos Lemos - NOS LEMOS
16:30 - 17:00 - Museu do Esporte - Leitura - A poesia de Luiz de Miranda – LUIZ DE MIRANDA
17:00 - 18:00 – Museu do Esporte – Debate - Metáforas arteterapêuticas: a singularidade do poeta - MARILICE COSTI
18:30 - 19:30 - Museu do Esporte - Palestra - Sala 1 - O livro negro dos Bardos - MARCO CELSO VIOLA
20:00 - 22:00 – Tronicx - Grande sarau do PortoPoesia – poetas participantes do PORTOPOESIA

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pecado


Madre superiora sumiu

Virou madre pérola


A libélula voou

Sucumbiu ao padre


Leve pétala de flor

O lacre abriu


Explodiu incrédula

Sem madre, sem pudor.


Pérola superiora

Ressurgiu do amor.



( Zenaira Barbosa Machado)

LUTO

Eu vi o Filho da Mulher

Desfalecido.

Descalço.

Dentes, não tinha.

Perdera os abraços.

Todos os beijos.

O amor, que se aninhara

No berço mais quente

E mais farto.

Neli Germano

Colar Azul

As contas do colar esparramadas


É um rio azul

Ondulado


No oceano de espumas

Do teu peito

Descansado


Pela fresta da janela


Intimidade

Desvelada


E o coração

feito algodão doce cor- de - rosa


Desvanece ...se tocado.




ceres scheffer 22/9/09

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Taprobana

Sorte, revés
Ao invés de lembrar
do côncavo e convexo
prefiro regozijar momentos
de quando te saboreio sem nexo
Cornucópia de variadas frutas
com o suspirar das virgens
e o sarcasmo das prostitutas
És ígnea, insígnia da luxúria
Verso, reverso do esmorecer
És ilha no mar do descaso
Taprobana do meu prazer
Luciano Siqueira

PASSAGEM DO TEMPO

Na febre adolescente
de dias preguiçosos
a metamorfose
da vida desaguava
em medos e mitos
e eu...... sangrava adultez.
Zaira Cantarelli

Sussurros


Ha uma voz infinita

em toda palavra morta
busco nas vertentes
na galharia torta
nas sementes
o eco
quem sabe encontre nos charcos
nas tumbas ou nas taperas
no começo de outro mundo
no imenso vazio
o verso


Gerci Oliveira godoy

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Roselaine Funari Tonial

Anel Topázio

I

Enquanto houver dedos

o enlace será consumado

um topázio amarelo

cria o elo

ata sonhos

tempo a dentro

Vaidoso regresso...

II

Sinto

o peso do tempo na mão

vitrine viva em gestos febris

paixão dos dedos

topázio

aliança do ontem & hoje

III

No anelar

és bola de cristal

me faço adivinho

Topázio em dança

lança seu brilho

como pupila dos anos

Espelho daquilo que não vi

Varal Virtual - Paulo de Toledo

sábado, 4 de outubro de 2008

PROMETEU



Agrada-me o chegar perto do fogo,
no tão próximo onde se desfazem
as certezas, amo o gesto e o risco,
a aventura do fogo, e tanto mais
se for para roubá-lo de Zeus pai.

Sidnei Schneider
do livro Quichiligangues

TALVEZ EM OUTRA VIDA


Existe uma diferença importante

Entre nós dois, minha querida:

Enquanto um diz que ama o bastante,

O outro diz que o amor não tem medida.

E assim a gente vai brincando de sofrer

Frustrando mais a nossa naturalidade,

Dizendo sempre que o melhor é esquecer

E cada um de nós criando a sua própria realidade.

O que existe entre nós é apenas atração

Porque amor, amor é um eterno cativar,

É um nada a pedir e um tudo a dar,

É uma vontade louca de apenas estar,

É um bater mais forte do coração.

Termos um pelo outro, apenas amizade,

Pode ser a nossa única saída.

Eu teria muito boa vontade,

Mas, quem sabe, tentamos em outra vida?

(Sérgio Luis Lisboa)

El estandarte en el cielo


En mi ignorancia de credos e insuficiencia de dogmas,

mis silencios partidos entre sentidas estrofas.

Con la conciencia abatida por tanta carga forzada,

con las tristezas de siempre sobre razones veladas.

Me estrecho en el egoísmo de la ambición desmedida,

negadas manos que emergen de la inconciencia masiva.

Con los cómplices de siempre apostando en al partida

y la exigida ceguera por conservarnos con vida.

Con las excusas pactadas para acallar tanta herida

y las esquivas miradas ante las causas perdidas.

Con los olvidos latiendo en las venas extenuadas

y los cimientos quebrados por la fe desmoronada.

Con la grandeza del tiempo diseminado belleza,

sobre los campos fecundos repartiendo su riqueza,

sobre los cerros del norte, sobre las playas del este,

o desde el sur los glaciares, como diamantes celestes.

El estandarte en el cielo… y su reflejo en los lagos,

como el cóndor con su orgullo en los Andes encumbrados.

Y el Aconcagua imponente como un hito entre las nubes

como el coloso latino emergiendo entre las urbes.

Mar Argentino y sus playas, junto a sus puertos y faros,

su amplio río de plata, con sus brazos extremados.

La puna, esteros, valles, selva, desierto y quebradas,

nieves eternas y espejos… en virginal tierra helada.

En carmesí sus manzanas, en tricolor sus viñedos,

con el dorado de espigas y los verdosos del suelo.

Un paraíso en imagen… con generoso denuedo,

pero sus hijos padecen… la avaricia de los necios.

NORMA MARCHETTI

se

poema

e-mail

poem-ail

poe-email

poemail



Amador Ribeiro Neto

in-memória


quando sinto o eu aqui-jaz

infinitamente em desassombro

sofro minúcias do que eu poderia ser

nessa lápide de letras ápices

acúmulo

de uma quimera evanescente..

contraio meticulosamente mesquinharias

do meu viver.

Marlene Bilenky

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Está chegando a hora da festa

REALIZAÇÃO PORTOPOESIA PRODUTORA
www.portopoesia2.blogspot.com
ORGANIZAÇÃO SM3
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Marco Celso Viola 3339-1393 e 9175-6568
APOIO INSTITUCIONAL: SMED,SMC, PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE, INSTITUTO MACHADO DE ASSIS.
APOIO: SHOPPING TOTAL, BIRRA & PASTA, TERRITÓRIO DAS ARTES, MUSEU DO ESPORTE, JOHN BULL, LA PASIVA, MARCO´S RESTAURANTE, , TRONICX, CINESYSTEM

Choro

Fico ao olhar o céu.
Aquela beleza sem uma nuvem sequer.

Com o sol radiante
e azulzinho está.

De repente sinto
meus olhos
embaraçar.

Imagino que esteja chovendo.
Mas não!
São as nascentes das minhas lágrimas.



Marcos Seiter

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

MARCO CELSO VIOLA

O poeta Marco Celso Viola, natural de Santiago do Boqueirão, é o poeta idealizador e coordenador do evento.

RONALD AUGUSTO


OS INVASORES


O grupo de teatro, música e poesia, OS INVASORES, deve repetir neste, o sucesso do PORTOPOESIA do ano passado.

Liana Timm


Mario Pirata


LAU SIQUEIRA (Jaguarão - RS)

O poeta Lau Siqueira virá de João Pessoa, com a sua poesia, para o PORTOPOESIA 2.

A FLOR E O ASFALTO

Preso ainda às convenções

Visto preto, cor do meu tempo

Mas a rua, seu Carlos,

Continua cinzenta

Tudo ainda está à venda

E arma alguma autorizaria revolta



Este é o tempo da justiça afinal

Não a justiça bondosa –

De bronze, de prata, de ouro –

Justiça da ira divina

Do fogo descontrolado

Que mata a nossa mata

De terra que sacode escombros

Como quem dá de ombros

De um ar sujo e furioso

Desembestado em tempestades

De águas que retornam

Sujas e podres como o mundo

Como o nosso mundo

Águas que inundam

Águas que lavam

Águas que levam tudo por diante

Águas que afogam velhos, crianças, bombeiros

Mais fortes que a força

Justiça de Gaia febril

Infectada de humanidade.



Mas mesmo em um mundo revolto

Ainda há tardes amenas

Caminho pelo meu Porto

Alegre ao menos no nome

Seduções em calças justas

Encurvam meu pescoço

O ar está luminoso

Embora a fumaça dos carros

Pardais pipilam,

Mas não param

De catar comida no lixo,

Da janela do edifício,

Um gato observa os pardais

Frustrado pelo vidro fechado.

Ao meu lado, um som

Não é alto, mas diferente

Não o crepitar de folhas secas

Nem papel desfraldado ao vento

É som mais pesado, embora leve

Ao meu lado, um som bate no chão

É leve, mas tem o peso

De uma vida, que se vai



Uma flor morreu na rua!

Não era forte como aquela do Carlos

Embora fosse mais bela

Bateu no chão preto e ficou

Vermelha, marcando sangue

Uma flor solta no asfalto

Uma flor morta no asfalto

Uma flor!



Pés

Pneus,

Vento,

Chuva,

Garis com suas vassouras

Se encarregarão de levá-la

Mas ela ficará

Na minha lembrança

(E na foto mortuária que tirei)

Longe,

Lá no pólo,

Uma geleira se desfaz

Chorando a flor que se foi

Ou, talvez, chore por outras,

As flores que nunca foram.




Renato de Mattos Motta

POEMA FRIO

inaugurou hoje
não no calendário,
que lá inda é outono,
mas no ano
no dia
na pele.

Inverno
invadiu o ar
que chora
uma chuva
molhada
chuva de inverno
molha até os papéis
(os que estão
nas gavetas)

Inverno
chove triste
molha a roupa
molha o corpo
molha os ossos
chora o dia
até virar noite

Inverno
encharca
as calçadas,
emboscado
embaixo das lajes,
alagando frieiras,
penetrando por
insuspeitos
buracos no sapato.

Inverno
triste e cinzento
como o dia
como a cidade
como o mofo
das paredes
e da alma
das pessoas

Se o inferno
fosse frio,
seria inverno.



Renato de Mattos Motta

OLHOS QUE HIPNOTIZAM

Espirais envolventes dançam
Confundem meu poder de discernimento
Estou preso numa jaula mental

Olhos que hipnotizam

Súplicas por afeto
Carências de afago
Um desejo infinito de ser amado
Uma vontade louca de dar amor.

Adriano Saraiva

VARAL VIRTUAL - Everton Martins Behenck

Nenhuma palavra é dita assim, fácil.
É preciso
Arrancá-la da pele.

Tirar o sangue
Do seu sentido.
Não ter medo
De sua veia aberta.

Ninguém escreve uma palavra assim, fácil.
O espelho de uma letra
Nem sempre mostra
A beleza do reflexo.

E é preciso saber olhar
O rosto disforme
Do que sentimos.

Para contá-lo.

E ao contá-lo
É preciso reconhecê-lo.

E estamos lhe oferecendo

A eternidade.

E é provável
Que ele sempre volte.

E nos será cobrado recebê-lo.

Escrever nunca é fácil.
É mais um traço.

Na parede de um condenado.


se tiver... muito obrigado pelo espaço

Banquete

Eu oriento o banquete:
Sou rainha,
Dona da flor.
Sou mulher,
Sou vigia da noite.
Carrego a pipa de barro.
Cavo fundo o teu corpo
Como lambendo a pele.
Arregaço as pernas pro céu.
Prove que o doce é bom.

Sílvia Minuzzi

Escapou

Noite estranha essa quando ouvi promessas. Noite confusa essa, quando não acreditou em minha existência. Sou eu sim, eu existo e sou exatamente como descrevi. Mas o teu medo e a insegurança não permitiu abrir a porta dos sonhos. E talvez não conseguiria, afinal os sonhos acabam, e o medo do finito é tão horrendo quanto dar um longo beijo na realidade. Sim eu apareci, te dei esse momento, mas teus inimigos não deixaram. Teus conflitos internos, tuas frustrações, tua imperfeição. No entanto eu estava pronto a amar tudo isso, e mesmo assim não quiseste me conhecer...
Terminou o discurso e deu as costas..não queria mais olhar para trás... foi assim que a felicidade deu adeus ao coração dos homens...

Cássio Peres

Soneto ao Encanto

Soneto ao Encanto
(á Fernando Viegas)

A negra terra espelhou a branca nuvem
Que entre os pobres mortais veio habitar
Os que dispersos observam se confundem
O dívino na terra não deve morar.

Estas lindas esmeraldas que luzem
Conseguem belas estrelas ofuscar
As límpidas águas do mar refletem
Pedras raras que não cansam de encantar.

Entre o céu e a terra fazem a ponte
Num silêncio tocante de uma prece
Seu olhar e sorriso cativante.

Não há quem tenha visto e passe inerte
Pela beleza entalhada em tua face
És humano, deus, um ser celeste.

Juliana Wanessa Goulart

José Degrazia participará na abertura do evento, e também realizará uma palestra.

Donaldo Shuller e Armindo Trevisan


Armindo Trevisan


Aline Isaia, poeta e editora


Telma Scherer

Telma fará um espetáculo no PORTOPOESIA 2 - confira na programação.

domingo, 21 de setembro de 2008

A nossa logomarca é bem bonita


domingo, 3 de agosto de 2008


PORTOPOESIA 2
Data: 06 a 12 de Outubro/ 08
Hora: das 10h às 22h
Local: Shopping Total
Av. Cristóvão Colombo, 545
Porto Alegre/ RS

Festa, festival, fogueira: exposição da palavraria geral. O movimento dos barcos da expressão no cais-caos da linguagem. Fórum coletivo dos poetas no espaço da imaginação da urbe. Mostra-pajelança dos diferentes afluentes das águas da arte da palavra. Depois do primeiro evento, em 2007, este segundo virá demonstrar, discutir, remarcar e expandir o cercado de uma parcela significativa da poesia brasileira nos últimos anos.

Atividades do FESTIVAL PORTOPOESIA:
30 - APRESENTAÇÃES LIVRES
09 - DEBATES
10 - ESPETÁCULOS DE POESIA
24 - LEITURAS DE POEMAS
09 - MÍDIA DIVERSAS
09 - OFICINAS
12 - PALESTRAS E DIÁLOGOS
12 - PERFORMANCES ­
04 - RODA DE POESIAS PARA CRIANÇAS
09 - SHOWS INTERATIVOS
LANÇAMENTOS E SESSÕES DE AUTÓGRAFOS, SARAUS
MOSTRA DE CURTAS E LONGAS METRAGEM
EXPOSIÇÃO: MOSTRA NACIONAL DE REVISTAS DE POESIA

TODAS ATIVIDADES COM ENTRADA FRANCA


NÚMEROS:
120 apresentações,
96 participantes confirmados,
70 horas de atividades culturais
10 horas diárias, com atrações a cada hora,

domingo, 1 de junho de 2008

Varal Virtual - Bruno Brum Paiva

C I C L O N E

O vento levou a folha
outono
Trouxe o frio
INVERNO
Transformou Sol em chuva
chuva em Sol
Primavera
O vento tirou férias:
V E R Ã O



sexta-feira, 23 de maio de 2008

Varal Virtual - Carlos Sidinei

para a garota no ônibus


Tem meias e cabelos coloridos

Meio curtos meio compridos



No balanço do ônibus

fecha os olhos

dorme e sonha

Ou finge dormir

para fingir sonhar?


Se imagina

num trem de Fellini

cruzando uma desconhecida

vila, um castelo

encobertos por uma névoa cor de caramelo


Sabe que a jornada termina

quando chega ao seu destino

Mas ela mal sabe aonde quer chegar

Sabe apenas que quer ir


Essa menina é mais dúvidas que certezas

Mais idéias que belezas

Mas é mais livre do que presa

Mais lilás do que turquesa

Varal Virtual - Marcus Minuzzi

As ligas ovarianas

Teu vestido de rosa estampado

Põe aura segura.

Há um conclave do rosa mel de onça:

As ligas ovarianas,

As moças pé-de-vento,

Guerreiras como um algodão de negro açúcar,

Amável e bravo.

O beijo de moça governará o povo.

Teu gosto de negra revolta denuncia

Tudo aquilo que sabem as brumas,

O lado oculto.


A negra ama, qual uma vertente.

Há um requebrar, remitificado,

A ser bem posto,

Como ovos gigantes.

O pó da lama seca recobrirá vossos olhos.

O monte é pubiano,

A verdade é escura.

Nêga, amante da distância,

Abençoa os que ardem por Pernambuco

E escorrem lágrimas pela Amazônia.


Marcus Minuzzi





Varal Virtual - Adriano Saraiva

ENTRADA PROIBIDO!

Você é o futuro
Eu o passado
E é no presente que te desejo

Mas no seu universo
A minha entrada é proibida
Por mais que eu tente
Não consigo vencer a distância

Um abismo nos separa
Tentei saltar
Mas caí...

Adriano Saraiva

Varal Virtual - Jair Cardoso

CAMINHO

Que o vento e seu eterno sigilo
cubra de folhas nosso caminho.
Um caminho que passa pelo mar
e por pedras que vivem a cantar
ao brilho que o céu escondeu
no íntimo do luar.
que nosso caminho não seja breve
tão breve quanto o eco que soa
livre na rocha, quanto a noite que
apaixona-se pelo brilho da escuridão
e seduz o dia com raios de néon.
Que nosso caminho de velas
ou de espinhos venha enaltecer
o mais singelo sonho que temos
toda manhã antes de acordar,
que seja a porta para a felicidade
e o fôlego de um desejo secreto
que seja um caminho aberto
para contemplar o mais puro amor
que vem de nosso coração.

Varal Virtual - jjLeandro

Inexplicável

O cupido tem
Uma artimanha
Que me deixa
Louco.

Como consegue flechar
O coração sem ferir o corpo?



jjLeandro

Varal Virtual - Liana Timm

As Estações

Quando entre nós ainda havia expectativas tudo parecia possível.
Uma manhã no Seaport, uma tarde no Chelsea. Um fim de noite salpicado de blue notes. Agora escavo o vaso das bromélias. Resolvo ir para a Espanha. Lá, o sol cintila nas ruas.
As fachadas vibram em suas tortuosidades. Abandono o desalento. Quando entre nós havia expectativas, deliguei. Curti um Soho povoado de lofts. Ruelas. Agora teu gosto não adoça mais as minhas energias. Desfaço-me. Descolo-me, deprego-me.
Arranco vícios do corpo. Deleto kbytes da memória e me aventuro na sombra das árvores.
É primavera.

Do livro OLHAR ESTRANGEIRO: NOVA IORQUE (TERRITÓRIO DAS ARTES EDITORA,2007)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

Varal Virtual - Maira Vicenzy Knop

OFICINA

Fecha o poema
deixa a poesia guardada
acorrenta esta estrófe
naquele poste da rua
coloca a chave
debaixo desta calçada
abotoa agora a rima
da consoante alternada
passa a limpo
o rascunho da brisa
no terceto da madrugada
prende o verso Alexandrino
na rima intercalada
cria além da quadra
a poesia do quarteirão
trafega na ambulante palavra
a arte dos teus escritos
prende-a na liberdade
dos soltos versos do Chico
leva o Oliveira até
aquele curto verso
que o Capitão Bandeira
decantará no congresso
verseja umas imagens
em registros por escrito
avisa a humanidade
que poema é coragem
se preferir, fira
se não quiser, grita:
que POESIA
é estilo de VIDA!



sexta-feira, 4 de abril de 2008

Varal Virtual - Daniel Queiroz


A negrura da noite



Caía a gelada negrura da noite!

Eu vagava feliz, aos beliscões do álcool...

Pareciam sorrir-me as estrelas,

E onde eu dormia o verde do campo era ouro


Riscava paisagens na alma do vento

O céu verdadeiro velava-me o sono de anos

Meu coração transbordava pureza!

E o rio juvenil de minha vida, fluía até o mar...


Ah, fosse o mundo uma fagulha de tempo,

Meus sonhos pueris triunfariam distâncias!

Voltar ao lar, talvez, só velho

Para descansar no silêncio e na sombra...


Pude beijar, e aquecer-me ao sol da juventude

E caminhar sob a gelada negrura da noite...

Varal Virtual - Adriano Saraiva

AMOR SEM LIMITES


Gostaria de acreditar
No amor sem fronteiras
Idade, raça, classe social
Não seriam barreiras

Gostaria de acreditar
Que o mais importante é ser feliz
Independente das críticas
Que você me diz

Gostaria de acreditar
Muito mais em nós
Gritar para todo o mundo
Que nos deixe a sós

Mas a poesia se despedaça
No duro chão da realidade
Sinto tua falta ...
Quase morro de saudade

domingo, 30 de março de 2008

PORTO ALEGRE DÁ POESIA - PROGRAMAÇÃO

Logotipo Carolina Timm

24 a 29 de Março de 2008
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo


24/03 - SEGUNDA

19:00 – 20:30
Porto Alegre na Poesia - Maria do Carmo Campos, com leitura de poemas por Gerusa Marques.

20:30 – 22:00
Troque um Livro de Auto-ajuda por um Livro de Poesia
Leitura da poesia de Marco Celso Viola por Mario Pirata


25/03 - TERÇA

19:00 – 20:30
Cidade do Meu Olhar - Liana Timm e Élvio Vargas

20:30 – 22:00
Leitura de poemas de Maria Dinorah, e Retrato do Poeta, poemas de Mario Quintana com o Grupo Cero.


26/03 - QUARTA

19:00 – 20:30
Gritos e Sussurros no muro da Mauá -Telma Scherer, Lorenzo Ribas, Diego Petrarca (Teia) e convidados

20:30 – 22:00
Poesia não é pra qualquer um
Leitura da poesia de Isaac Starosta por Mario Pirata


27/03 - QUINTA

19:00 – 20:30
A Poesia dos Anos 70 - Eduardo Degrazia e Dilan Camargo

20:30 – 22:00
Mate dois Coelhos com uma Quintanada Só
Leitura da poesia de Jaime Medeiros Jr. por Mario Pirata



28/03 - SEXTA

19:00 – 21:00
Heitor Saldanha, um Poeta Deletado - José Weis
Coleção Petit Poa-Cadê a Poesia que Estava Aqui ? - José Antônio Silva.
A Poesia de Eduardo Guimaraens - Livia Petry


21:00 - 22:00
Adote um Poeta, Alimente e Dê Moradia
Leitura da poesia de Mario Pirata pelos poetas participantes



29/03 - SÁBADO À TARDE

16:00 – 17:30
Questões da Poesia Hoje - Sidnei Schneider, Marco Celso Viola e Jaime Medeiros Jr

17:30 – 19:00
Quantos poemas faz um poeta, quantos poetas fazem um poema
Leitura da poesia de Sidnei Schneider por Mario Pirata


Patrocínio: SMC/ Prefeitura de Porto Alegre
Apoio: Centro Cultural CEEE Erico verissimo
Produção: PortoPoesia Produtora
Contato produção: Sandra Marques 9355-6479 kacimi@gmail.com
Assessoria de Imprensa: Sarah Goulart 9108-7624 sarahgou@terra.com.br


Adriano Saraiva

AMOR SEM LIMITES


Gostaria de acreditar
No amor sem fronteiras
Idade, raça, classe social
Não seriam barreiras

Gostaria de acreditar
Que o mais importante é ser feliz
Independente das críticas
Que você me diz

Gostaria de acreditar
Muito mais em nós
Gritar para todo o mundo
Que nos deixe a sós

Mas a poesia se despedaça
No duro chão da realidade
Sinto tua falta ...
Quase morro de saudade

José Antônio Silva


Lagoa Japonesa


poetas esperam

noite e dia

mas sapo não aparece

para virar poesia



segunda-feira, 24 de março de 2008

jaime medeiros jr


pedaço

algo duro

por entre o líquido travo

por certo inda dura em ti

cheio

de um correto des-temor


PORTO ALEGRE DÁ POESIA - CLIPAGEM 1

Para ampliar e ler, clique nas imagens:

Zero Hora, 24[1].03.2008, Segundo Caderno, pág 5



Jornal do Comércio, 24[1].03.2008, Caderno Panorama



Correio do Povo, 24[1].03.2008, Arte & Agenda, contracapa



Zero Hora, 24[1].03.2008, Roteiro Segundo Caderno, pág 4

segunda-feira, 10 de março de 2008

DE VIRGILIO LOPES LEMOS, CUBA

Mi mejor saludo, amigo Schneider, les deseo mucho éxito en ese encuentro de poesía.
Tuve la fortuna de conocer a casi todos los poetas que participan, le ruego por favor que los salude en mi nombre y los felicite por ese valioso encuentro.
Con mi abrazo fraternal, su hermano en la poesía,
virgilio lopez lemus
La Habana, Cuba.

domingo, 9 de março de 2008

PORTO ALEGRE DÁ POESIA - REUNIÃO


Reunião de trabalho do Porto Alegre Dá Poesia (ver programação acima). Participantes: Isaac Starosta, Sílvia Rocha, Liana Timm, Marco Celso H. Viola, Élvio Vargas, Sidnei schneider, Telma Scherer, Eduardo Degrazia, Jaime Medeiros Jr, Mario Pirata, José Weis, Sandra Marques, Sarah Goulart e Aline Buaes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

MARA FATURI


TODA PROSA

O poema fez ferrolho
no meu olho
quis me castigar
pensou que eu tinha saído
pra brincar de esconde-esconde

poema ciumento
desconfiado,
agora
vou deixá-lo de castigo,
vou cantar cantiga de roda
com a vizinha (toda) prosa.

Mara Faturi

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

BIOGRAFETAS
WESLEY COLL, de Nova Iorque

J.FLASH


O traço a mão livre
e a mãe imaginária
a fantasia ultrapassa
a realidade sem graça
O Flash que lampeja
não deixa marca no pavimento
Da promessa de gênio
ao roubo da bilheteria
tudo se esvai como lágrima
o choro no temporal
O enigma se curva e cobre
sua face com a cauda
Outra palavra infinita
e a aparição se recolhe




AS MULHERES DO MILTON

Lindas, esquálidas, andróginas
Emergem da pagina pálidas
como lua em tarde nublada
em silêncio singrando a retina
A nuance, o cigarro e a volúpia
Art Noveau, Beardsley e Mucha



o langor dos cabarés, anos 20
Bessie, Billie e os blues do Louis
Mas o mundo escurece depressa
o amor dos homens é discreto
o êxtase se vai e o que fica
é o esplendor das mulheres criadas



video

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

RICARDO MAINIERI



BUQUÊ DE METÁFORAS
para Lau Siqueira e seu livro Texto Sentido


Poesia
invade a manhã
com um buquê
de metáforas.

Signos ígneos
suspensos no fio
acrobáticos.

Emoção a nocaute.

Decreto black-out
à mediocridade.

Infeliz companheira
& sua prole.



PROSPECÇÃO


Algo em mim
não se dissolve
veloz
sólido fica.

Algo é pétreo
sem lapidação.

Coisa
que não se integra
inútil a entrega.

Algo troglodita
disfarçado
em homo sapiens...


Ricardo Mainieri


segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Varal Virtual - Maria Dinorah

TRÊS MENINOS



Piso em cascas de bananas,

escorrego e vou ao chão.

Três garotinhos me acodem,

todos três, chapéu na mão.



O primeiro andava às voltas

com a espada do He-Man.

Pónei branco de asas soltas

rodopiando num vaivém.



O segundo, confiado

como quem sabe o que é,

era um negrinho enfezado

gingando o samba no pé.



O terceiro era castanho

e parecia não ser.

Nas abas do seu tamanho

era ausência o seu poder.



E ao me erguerem, seus olhares

tão iguais e diferentes,

eram modernos radares

brincando de antigamentes.





O MUNDO QUE IMAGINO



O mundo que imagino

tem fita no cabelo.

Olhar de vaga-lume,

sabor de caramelo.



Tem macaco e pantera

andando de balão.

Tem um sapo encantado

tocador de violão.



E por todos os cantos

tem aquela janela

que era minha e era tua

e era dele e era dela.



É um sucesso esse mundo

que vivo imaginando.

E por ele, há uma fila

de menino esperando.





PREOCUPAÇÃO



Eu gosto tanto de brincar de infância,

que esqueço, às vezes, o apagar dos dias.

Como se a vida, a derramar distância,

fosse um brinquedo em minhas mãos vazias.



Eu sofro tanto co'a desimportância

que dão à infância as realidades frias,

que esqueço, às vezes, sufocada de ânsia,

a infância azul das minhas fantasias.



E entre a lembrança do passado ausência,

e do presente, feito de violência,

temo por um futuro, onde a desesperança



faça do homem este ser de espanto

em cujos passos emudeça o canto

que o fez tão grande, quando foi criança!